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IMPRESSÕES

Com um currículo que abrange desde moda, cinema, teatro e beleza, atuando na área publicitária e editorial há quase 30 (trinta) anos, a fotógrafa Priscila Prade se rendeu definitivamente à sua grande paixão: os retratos, em seu mais novo projeto: O livro “Impressões”. Priscila conseguiu, através de seus retratos, escrever imagens sobre cada olhar que fotografou.

A Proposta agora é trabalhar a fusão dessas imagens e de textos, abordando principalmente os referenciais da fotografia e as interpretações que resultam do olhar preciso e detalhista de uma profissional que foi sempre fiel à sua arte: a arte do olhar diferenciado através de lentes e de sua própria interpretação do objeto e da pessoa fotografada.

Fotografar pra mim é desenhar a poesia”, define Priscila, que traz nas entrelinhas do livro “Impressões” um novo olhar e o desafio de conseguir enxergar além do que aparece no papel fotográfico, ou através de suas lentes, deixando que a interpretação, as experiências e as “legendas” da vida alterem o olhar de quem observa a fotografia como obra de arte.

Por suas lentes já passaram, Jô Soares, Paulo Autran, Ron Carter entre outros importantes nomes da cultura.

Com uma estética particular, Priscila dirige e registra com delicadeza a intimidade e os pensamentos de quem ela fotografa. Com várias exposições, dentro e fora do país e alguns livros publicados, Priscila apresenta agora, no livro IMPRESSÕES, uma compilação de imagens que captou durante os 25 anos de carreira.

O livro apresenta imagens em preto e branco, além das fotos de um colorido especial, do período entre 1987 e 2014, como também fotografias inéditas. O trabalho registra assim a trajetória profissional da fotógrafa durante esses anos voltado à arte do olhar diferenciado. Muitas das fotos transportam o espectador para o início da trajetória de uma fotógrafa adolescente, sonhadora e muitas vezes fantasiosa. No entanto, as fotografias não são datadas, o que as transformam em trabalhos potentes, fortes e contemporâneos.

Com originais vindos de cromos, negativos PB, negativos coloridos e arquivos digitais, o livro caminha não só pela trajetória da fotógrafa como também da própria trajetória da fotografia .

O livro “Impressões” traz ainda citações de nomes importantes da literatura e da música. Homenagear os grandes mestres contemporâneos das palavras faz parte deste processo criativo que pretende não ficar apenas dentro de um livro, e sim expandir-se por novos pensamentos e constatações.

A Gestalt é o ponto de partida desta metalinguagem ordenada, onde a fotografia aproximada ao texto transforma-se em obra a parte.

A interpretação induzida, quando a imagem vem acompanhada de uma possível legenda, é completamente diversa da interpretação distanciada.

Cria-se assim uma porta para o observador que irá, de alguma forma, pelo caminho dos referenciais e das experiências vividas, agrupar suas sensações.

Olhar o que existe ao redor é o que irá fazer a diferença. Chamar a atenção para a união destas duas artes, como uma nova forma de apresentação, é o grande objetivo deste trabalho, que tenta resgatar de forma tátil, a importância do contato visual com o livro. Principalmente em um momento em que vivemos o auge da tecnologia digital.

Fotografias e textos… Papel e letras… Tempo e observação! O LIVRO OBJETO… Objeto de arte… Objeto de contemplação…de diversão… DE EDUCAÇÃO.

Isabela Hoffmann

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